quarta-feira, dezembro 06, 2006

A COBAIA


Meus Queridos Amigos, O espectáculo/Comédia coreográfico "A COBAIA", fervilha de pujança, e em breve (o tempo é muito relativo), fará explodir o meio artístico com a sua originalidade e poder de penetração....

sábado, novembro 11, 2006

A COBAIA (cartaz)



P.S. Peça e Cartaz registados com Direitos de Autor sobre Duarte Barrilaro Ruas

quinta-feira, novembro 09, 2006

Mais uma Foto-montagem de 2001....COCK TALE (o original e não o recentemente levado à cena em Lisboa....)



"COCK TALE"- CRÓNICAS DE UM ACTOR DE 1.º ESCALÃO
Cinema Paraíso - Abril de 2001 -
Duração: 4 horas - Tipo: Espectáculo (sobre Pornografia e anúnico da morte do "artista"!)
Patrocínio Oficial e Vitalício: Agência Funerária Salgado
Apoio do Serviço de Belas-Artes da Fundação Calouste Gulbenkian



P.S. Em breve o DVD à venda na Loja mais perto de si....
Nota: Ver em baixo a discrição pormenorizada do evento - Post 20 Agosto 2006

sexta-feira, novembro 03, 2006

MONTRA INSÓLITA




A MONTRA MAIS INSÓLITA DE COIMBRA...
(5.ª Dimensão???!!!!...)


P.S. Loja execrável de dia e exuberante de noite...




OLHAI DURANTE 20 '




VIAGEM NO TEMPO.....


(20 August 1890–15 March 1937)

Ontem, perpassou por mim um turbilhão que me fez atravessar uma "barreira temporal".
Um "anel do tempo"!
Será que voltei atrás no tempo e ... e...
tenho que repetir tudo outra vez do início???!!!!.....

Inventaram-se as palavras, mas um computador não deixa de ser um "ser vivo"!
Perguntem-me como!

O gotejar de uma gota de água bastante grossa (cerca de 5 cm. de espessura) a cair num já escurecido "capitel" de forma cadenciada (de 3 em 3 segundos), com bastante violência, sempre no mesmo sítio, num dos Monumentos mais emblemáticos da Cidade de Coimbra: a Igreja de Santa Cruz, sita à entrada da famosa "Baixa" da Cidade, num moderno Largo do Município.....São as já costumeiras "ironias da vida", e que não condeno...Se calhar o Presidente não anda a caminhar como eu até à 1 h. da manhã pelos becos e ruas da labiríntica "Baixa" de Coimbra atento a estes pormenores que desconhece...: a 5. ª Dimensão, onde não se vê "viv'alma" durante todo o tempo, e ..... onde parece que o tempo parou.
Podem observar-se os arranjos das montras com uma calma serena e atenta, muito concentrada. Ontem vi, talvez, a montra mais bonita já alguma vez vista por mim: Uma loja de "arranjos de corte e costura", onde a "feia" Loja durante o dia (porta de alumínio não lacado, chão de tijoleira horrível castanho, uma Loja de arrepiar), nada bonita de dia, como de noite se transforma numa montra das mais belas deste "buraco temporal", instalado na "5.ª Dimensão": Um Manequim vestido...de mulher....sobriamente vestido, de chapéu discreto, tendo na pequena parede atrás de si, um Quadro com uma "folha de um Plátano" emoldurada, e uma "Luz" quente e absorvente e pendente até à altura do nosso olhar, equipada com um "Abat-Jour" cor de salmão, de formato oval mas com anéis, a iluminar de forma estranhíssima este cenário, diria perturbante.
Um espelho em frente ao Manequim. Perturbador!
Sinceramente, não resisti a fotografar este tão curioso cenário e colocarei aqui a respectiva foto....

Meus Amigos e Companheiros, cuidai de vós que eu também cuido de mim...
Coimbra serve os meus ideais, embora, como disse, tenha a leve sensação de ter de começar tudo, ou quase tudo, de novo...
Ou seja: perguntar-me-ia: "repetir tudo outra vez do início!".

Duarte Barrilaro Ruas
P.S. Uma sensação de leve bem/mal-estar...

- Sr. Lovecraft? Tem alguma coisa a ver com isto?".....lol...digo eu

quinta-feira, novembro 02, 2006

TEATRO COREOGRÁFICO.....


Teatro Coreográfico

Basicamente, o Teatro coreográfico caracteriza-se pela extrema precisão do gesto, que deve ser devidamente coreografado, de forma a que não haja (de forma alguma...), "acidentes"...

sábado, outubro 28, 2006

O MEU MANIFESTO PARA O SEC. XXI






MANIFESTO SEC XXI

O verdadeiro artista (homem de acção) ainda existe? É um dos assuntos que focarei neste manifesto.
o que é certo é que a arte (teatral e outras) em Portugal estão envoltas de preconceitos e "casulos" e deixaram de cumprir as suas funções de crítica. E tornaram-se incapazes de qualquer interacção social, tão desajustadas se encontram da realidade em que vivemos, como deveria ser o seu dever e missão vital.
O artista deixou de acreditar no trabalho colectivo, e mais desgraçadamente ainda, deixou de acreditar em si próprio, concentrando as suas energias, não numa causa ou projecto, mas em algo que não é mais do que uma auto-hipnose que o leve à inconsciência perante a impotência que sente mas que não consciencializa, e que o torna não mais do que uma marioneta, manipulada por fios invisíveis que o narcotizam e impedem de seguir um caminho voluntário, com cabeça, tronco e membros, inconsciente dos seus actos e missões, obcecado apenas com a sua integridade individual, despojado de espírito de sacrifício e de vontade própria.
Incentiva-se com efeito, de uma forma fatalmente rotineira, a mediocridade!
Em relação aos resultados obtidos, são totalmente ausentes de qualquer critério de avaliação qualitativa, permitindo que o cabotinismo seja legitimado e premiado, com a cumplicidade de quem manda e de quem critica.
Esqueceu-se o mais importante: algo que é o cerne de todas as questões: o amor à arte e o sacrifício por ela, elemento indispensável à criação de um objecto artístico digno e válido, e que poderá perdurar no tempo e na memória, porque universal na sua consistência e estrutura.
Esqueceram-se de que mais do que produzir por obrigação, e em quantidade, mais vale produzir um bom ou único objecto ou projecto artístico, do que legitimar um sem número de eventos artísticos, para amigo, família ou inglês” ver.
Nesta época de mudanças e convulsões sociais tão constantes, e em que o entretenimento é já uma das artes mais lucrativas do século XXI, não se justifica que as artes em geral não se tenham ainda adaptado à realidade que as envolve, não lutando contra a anarquia de valores e regras de conduta, totalmente indignas e imorais que nos rodeiam e campeiam.
É necessário que o actor e o artista se munam de todas as suas armas, e se tornem os guerreiros e paladinos de uma causa maior que a deles próprios: a união pelo colectivo através do amor à arte e da abdicação de certos princípios individuais perante opiniões contrárias, que muitas vezes, além de correctas, nos completam e enriquecem como artistas e como homens.
O saber ouvir para saber agir, com a nossa personalidade enriquecida por convicções que nos suplantam é absolutamente vital!
Este homem que é o artista e o guerreiro, terá de ser versátil, aberto e o mais verdadeiro e coerente com a sua natureza possível, sabendo servir a causa que lhe é proposta e a que se propôs, devendo munir-se do maior dos brios e dignidades de que é capaz de possuir e obter, de forma a suplantar o talento de que dispõe, através do trabalho, disciplina e persistência, para através da humildade e da auto-crítica, poder chegar muito mais além do que o próprio pensaria no início.

Depois da obra feita, a tendência geral de olhar para trás e sentir o normal orgulho, terá que ser substituída no século em que vivemos, por um olhar mais humilde, sincero e auto-crítico, próximo da insatisfação, conscientes de que a obra agora nascida, carece ainda de consolidação e implantação, e que só regada diariamente, poderá vir a dar frutos ainda mais saborosos e sumarentos.

A obra nunca acaba e o labor tem de ser contínuo!
Em Portugal e no mundo, a cultura da estátua nunca esteve tão instituída como hoje, idolatrando-se o indivíduo e o artista, por razões que o próprio, tantas vezes desconhece, mas aceita, indigno e ignóbil …
Um acto artístico não é mais do que um mero fragmento, que se diluirá no tempo e no espaço, e isento do calor que permita marcar a ferro quente as almas que testemunharam esse visionamento único e irrepetível nunca poderá perdurar para os vindouros.
apelo, pois, àqueles a quem foram atribuídos os galões e as medalhas, que pensem no quanto é efémero e supérfluo a obra e a sua fama, o reconhecimento, a visibilidade e a idolatria, e que as substituam por uma atitude mais humilde e discreta, tanto no confronto com os seus, como consigo próprios e com a sociedade.
Para isto acontecer, há que recusar medalhas, há que saber recolher às boxes, e substituir o nosso amor-próprio e o nosso amor a nós mesmos, por uma medida mais exacta e justa.
Não devemos menosprezar-nos ao ponto de perdermos dignidade e amor-próprio, nem devemos inebriar-nos nem idolatrar-nos em exageros de afeição a nós mesmos que impedirão o processo criativo na sua forma unicamente válida, pura e realmente revolucionária.
O actor e o artista tem que ser um homem simples, trabalhador, pontual e incansável, ao ponto de sentir que é o atleta das suas emoções, dialogante e atento e capaz de reconhecer que os seus pontos fracos, não são os seus defeitos, mas, (na maior parte das vezes), mais do que qualidades adulteradas, por muitas e inexplicáveis razões que eles desconhecem e que os outros não querem revitalizar ou dar a volta a….
Por muito que nos custe reconhecer, a arte individual carecerá sempre de força, de impacto e de sapiência junto do seu interlocutor, e só através do trabalho colectivo, com tudo o que isso implica de abdicação, união, esforço, sacrifício, indignação ou revolta, nascerá um objecto recheado de elementos complexos, que a complementem e a enriqueçam.
Ver mau teatro é por exemplo verificar que o que é dito pelos actores não é dito directamente ao parceiro com que se contracena, porque ele não sentiu o que proferiu com a verdade necessária e aprende-se também com isso. É pois muito positivo e enriquecedor ver más obras de arte.
Considero que a arte não pode ser fabricada em série e terá que ser sempre encarada como uma obra única muitas vezes com edição limitada, infalsificável e irrepetível.
Nesse contexto, estar muitas vezes parado, é preferível, do que actuar em série, para sobreviver, assim como saber ouvir é tantas vezes mais importante do saber falar.

Temos hoje na arte uma hierarquia que impede que o filho possa suceder ao pai ou que o neto possa suceder ao avô, que senil, não se apercebe do ridículo papel que protagoniza, mas que do qual retira frutos que o tornam ainda mais egoísta do que a sua idade normalmente o caracteriza.

Desiducou-se o público, standartizou-se a sociedade e a globalização legitimou o nível mais baixo de que há memória na criação artística de qualquer género.
É altura de renovar a sociedade artística, desmascarando de forma cirúrgica, todos quantos estejam até agora impunes dos seus crimes legais e imorais, de uma forma implacável e escrupulosa.

Se uma qualquer valorização ou prémio cercar o artista, ele terá que saber recebê-la, não como um louro ou troféu, mas como um sinal de que mais uma porta se abriu na sua vida.
é altura de acordar os espíritos e as almas entorpecidas.
É hoje o momento de cortar cabeças e de dar atestados de incompetência e senilidade a todos os que se pavoneiam e exibem sem qualquer pudor, nos camarins da nossa pequena mas tão ignóbil sociedade.

Que formas de luta existem? Ironicamente digo:
Acordem! Porque o sonambulismo é a maior das ilusões, a seguir ao sonho, que ao menos nos faz viajar, enquanto que o sonambulismo hipnótico e imposto, nos limita e controla, não só o nosso corpo como a nossa alma, tão paralisada e inerte, que nem disso nos apercebemos, devido ao stress que nos faz locomover de um lado para o outro. Mas a ilusão consiste apenas no nosso corpo que se move, pois a nossa alma deixou de se mover e congelou, devido aos raios de um qualquer “raio”…
Nunca como hoje o "poder" foi tão mais forte do que o dinheiro, porque só ele permite todas as oportunidades e abre todas as portas.

Não é dependentes do acaso que poderemos construir uma obra estável e sistemática, com produções anuais de qualidade.

Com estes estratagemas a sociedade perde, a pouco e pouco, a sua capacidade de renovação e transformação e pressão social, coisa vital na arte, na cultura, na escrita, no teatro, na dança, no cinema, na pintura, no vídeo, etc.…
A arte morreu! O artista já não existe!

Ele é agora um clone de si próprio, impotente para mudar Portugal, quanto mais o mundo, perdido já para sempre.
Por aqui (Portugal), é incrível como ainda um fatinho e uma gravata fazem com que se seja doutor sem diploma, ou se seja beneficiado com a prioridade da passagem por uma qualquer porta em primeiro lugar…
A crise de valores é educacional, genética, congénita e o estado, dito democrático, legitima através de complicadas burocracias, um individuo amorfo, desconfiado, desinteressante e igual a todos os outros, unidos por modas, e não por gostos pessoais e intransmissíveis, agindo por imitação, como uma criança.
O convívio e a linguagem estão hoje assentes em padrões de moralidade tão baixos, que nunca o homem comunicou de forma tão primitiva, prevendo-se nos próximos anos uma linguagem gestual que substitua a palavra e até outras formas de relações, incluindo a sexual!
se pensarmos em quantos hoje têm tudo e pensam que não têm nada, e em quantos não se sabem contentar com o que têm, perceberíamos que é através da perscrutação da nossa alma que nos alimentamos e poderemos amar o mundo e os outros, sendo assim que nos formamos como homens e mulheres adultos e preparados para a vida deste novo século.
O sexo perdeu todo o seu lado reprodutivo e hoje não passa de um jogo recreativo, onde se introduz uma moeda e sai orgasmo.
Ele é hoje uma indústria, das mais lucrativas do mundo, e onde a arte da exposição deixou de ser feita com qualquer amor à arte ou com a arte como um fim em si mesmo.

Digo-vos pois, que só através da auto-crítica e da greve de consumo, poderemos um dia construir algo de substancial e com que rejubilemos de alegria e humor, exorcizando os nossos fantasmas e frustrações de seres humanos mortais, mas saudavelmente disso conscientes.
se assim pensarmos, o homem morre mas a obra fica e a semente por nós deixada, bem regada pelos vindouros, perdurará para sempre, nas gerações que se seguirão, ao serviço de algo tão nobre, como a dignificação do ser humano, com todas as suas diferenças.
o sexo em geral e a pornografia em particular tem sido, por vezes, o objecto de estudo de alguns dos meus espectáculos e é por sentir que a sua banalização se generalizou em todos os campos comunicacionais, que penso ser um dos mais importantes objectos de estudo da sociedade contemporânea.
O canibalismo sexual a que assistimos, tem que dar lugar ao acto reflectido e só através dessa reflexão, e do humor que lhe está subjacente, poderemos exorcizar todos os nossos fantasmas, e escancarar as nossas almas perante o mundo, não por termos disso necessidade, mas porque sentiremos nisso uma obrigação irreprimível.

Abri pois os vossos corações e amai-vos uns aos outros tanto quanto possível, pois é aí que reside a nossa salvação enquanto seres humanos.
Convém não esquecer que tal só será possível se por vós tiverdes suficiente amor-próprio.
Não esqueceis que cada um de nós tem dentro de si não dois ou mais "homens", mas uma tribo de seres indisciplinados, que temos de saber controlar diariamente, sob a pena de sermos controlados e dominados por alguém que nos quer permanentemente "de férias".
Pensai que sois sempre um doente, ou estais sempre prestes a sê-lo, e como tal, necessitais de uma atenção contínua, sob a pena de piorardes a vossa condição humana, e de poderdes dar à luz um aborto ou um ser diminuído.
Se pelo contrário não vos deixardes controlar por um qualquer membro dessa comunidade que vos habita, terias em vós as condições para possuir um ser higiénico e suficientemente ágil e sagaz, capaz de enfrentar as vicissitudes da vida da forma mais combativa possível e como ela realmente é: difícil!
Devemos então amar-nos primeiro, um pouco como a um amigo: a afeição que se tem a um amigo é formada principalmente por confiança, de conselhos dados e recebidos, de concordância um com o outro.
Eis aí a amizade! Deve ter-se amizade a si mesmo. Antes de mais nada deve-se estar em concordância consigo mesmo.
O homem encerra em si uma pequena companhia de comediantes para sua recreação pessoal. Nada terá que sofrer por causa deles se souber ser o seu director e não lhes permitir que se tornem actores trágicos, como é sempre a ambição dos comediantes.
Sem sombra de dúvida que nos educamos a nós mesmos em todas as idades, mas é necessário não nos transformarmos bruscamente a partir de uma certa idade. Estas conversões raras vezes vêem substituir um meio-mal por um bem e são o abandono de um amigo quase seguro por um amigo desconhecido.
O homem deve tratar-se como a um amigo que nos mereceu uma certa confiança, que pode enganar-nos, isto é, enganar-se, que é necessário vigiar, que é necessário ensinar, com o qual é necessário discutir delicadamente, contra o qual não devemos lutar com violência, que tem por vezes boas inspirações, que nos diverte, que nos aborrece, que nos imita, que nos acalma, mas que no fim de contas, nunca pode ser-nos indiferente, e que nisso, muito bom amigo, não nos proíbe de termos outro amigo.

Devemos depois, amar-nos como a um pai.
Uma alma nobre é uma alma que se respeita a si mesma.
O respeito que deveis ter por vós é análogo. Deveis respeitar em vós o que podeis ser, o que desejais ser e o que deveis ser.
Não avancemos demasiado em sentido nenhum... Experimentamos tanto orgulho quando nos sentimos profundamente humildes. É verdade. Devemos ter receio de levar a humildade até ao orgulho. Assim seja! Como filho de si mesmo, o homem sente-se indefinidamente obrigado a ser seu próprio pai.
Devemos notar que a mocidade pode informar alguma coisa acerca da meia-idade, a meia-idade acerca da idade madura, a idade madura acerca da velhice, e talvez a velhice acerca da morte. Mas é preciso notar que a infância não informa absolutamente nada acerca da "mocidade".
É por isso que na mocidade fazemos tanta tolice. A mocidade é verdadeiramente a idade em que se nasce. É por isso que nela, devemos, mais do que em qualquer outra idade, ser pais espirituais de nós mesmos. É sobretudo então que devemos dar-nos uma educação forte. É portanto na mocidade que se está na gestação de si mesmo, e por conseguinte, se deve observar, poupar, cercar de cuidados e displinar a gravidez, para não dar à luz um aborto ou um ser esclerosado.

Podemos ainda amar-nos um pouco como se ama um filho, apesar de que não convém pender demasiado para este lado.
Amamos um filho com ternura, com sensibilidade, com indulgência, com fraqueza e não devemos amar-nos assim senão muito parcimoniosamente. E contudo não devemos abster-nos inteiramente deste amor. É uma desgraça ser-se apenas um homem. Ou antes, é uma desgraça não se ser um homem completo e não é completo todo o homem em quem não subsiste alguma coisa da criança. A criança que temos em nós distrai-nos e todos sabem que necessitamos de distracções.

E enfim, com maior precaução ainda, o homem deve amar-se um pouco como a uma mulher que ele ame. O amor é talvez primeiro que tudo curiosidade, é depois ou ao mesmo tempo um desejo de possuir e de ser possuído. Deve ser primeiro que tudo e sempre uma dedicação. Aquilo que do amor pela mulher não deve entrar no "amor a si mesmo" é o desejo de possuir e de ser possuído.
Entendo que dedicação a si mesmo é pensar continuadamente em si, o que não impede de pensar nos outros. Dedicação a si mesmo é não se deixar, não se abandonar, não se tornar indiferente a si mesmo. Não esqueçais que sois sempre um doente ou estais sempre prestes a sê-lo, doente fisicamente, doente intelectualmente, doente moralmente. Um doente exige cuidados incessantes, uma solicitude inteligente e constante.
Ora aqui pode estar o conjunto dos vossos deveres para com vós mesmos: conservar o corpo saudável, o espírito leal e luminoso, a alma límpida e justa, e isso constitui uma verdadeira dedicação à vossa pessoa.
Considero hoje, que nesta sociedade contemporânea está ainda tanto, tanto por fazer, em relação a esta atitude e a tantas outras, e nesta hora de análise e exame da sociedade portuguesa que nos abafa e impõe tudo e todos, quero, aqui e agora, exigir a demissão de todos quanto tenham a sua consciência minimamente turva e saiam das suas cadeiras, deixando arrefecer os assentos para os vindouros que as mereçam!

Duarte Barrilaro Ruas
barrilaro@hotmail.com

HOMENAGEM PÓSTUMA A MEU PAI...


O meu Pai é o "rapaz" que está á nossa direita do meu Avô Henrique (de óculos e bigode)




Dr. Elísio Barrilaro Ruas
(No dia do seu final de Curso de Direito - Coimbra - 1954)

quinta-feira, outubro 05, 2006

O ÚLTIMO ADEUS NUMA RÉSTIA DE DIGNIDADE...



Interrompo por algum tempo a minha escrita intensiva neste "Blog", não deixando de o ir actualizando, vigiando e publicando mais histórias, embora neste momento esteja mais empenhado num projecto de escrita teatral altamente secreto, e que irá, tenho a certeza, suscitar muita curiosidade junto de V. Exas.
Mais notícias acerca deste espectáculo muito em breve!
P.S. Faleceu esta tarde, às 16:35 p.m. de dia 8 de Outubro de 2006, o meu adorado Pai, Elísio Barrilaro Ruas, um dos fundadores do Partido Popular Monárquico, juntamente com o seu irmão e meu já falecido Tio Henrique Barrilaro Ruas, Ribeiro Telles, Luis Coimbra, entre outras ilustres figuras da Causa Monárquica. Tinha 72 anos (13 de Dezembro de 1933) e padecia de ínumeras doenças, consequência da sua vida, vivida de forma muitíssimo intensa. Choram os meus olhos e a minha alma.
Um novo Capítulo se inicia na minha vida. Deus o tenha nos seus braços e o abraçe no seu leito e o incumba de uma missão a que ele seja capaz de dar toda a sua força interior. Acredito nisso! Ficam-me as lembranças de uma vida de encontros e desencontros. Há que aprender e partir para a frente.
Obrigado aos meus amigos e em especial àqueles que me confortaram nestas últimas horas.
Duarte Barrilaro Ruas
Amo-te, meu querido Pai!

domingo, agosto 20, 2006

UM ESPECTÁCULO HISTÓRICO: "COCK-TALE"

P.S. Isto é um belo par de "MAMAS" e
não um "CÚ" !!!!!
"COCK TALE - CRÓNICAS DE UM ACTOR DE 1.º ESCALÃO"

(O MEU TESTEMUNHO ÍNTEGRO E ISENTO ACERCA DO QUE SE PASSOU NAQUELA INESQUEÇÍVEL NOITE)

Dia 2 de Abril de 2001 às 21:00 horas teve início o Espectáculo Único:
"Cock Tale-Crónicas de um Actor de 1.º Escalão"
Este espectáculo teve o objectivo de investigar o sexo e de o olhar sob um prisma cómico, a própria indústria pornográfica, anunciar o fim da minha carreira, sobretudo de actor de teatro, realizando por isso apenas 1 único dia de espectáculo (ou seja: quem viu...viu...quem não viu...ficou com raiva de não ter visto...e por isso...para quem viu....ficou para sempre com ele nas suas memórias). De dentro de um caixão (Patrocinador Oficial da Companhia de Teatro Anatómico/Duarte Barrilaro Ruas: Agência Funerária Salgado), duas Prostitutas previamente contratadas saíam da assistência para me ressuscitar com um belo par de "broches"... isto seguido de um alegre "Strip" da minha parte ao som de um "hit" "Rockabilly"dos anos 50.
No final, e após as mesmas "Hookers" me colocarem um roupão no pêlo, retirava 40 contos (ainda em Escudos), de dentro de cada um dos bolsos e pagava-lhes essa quantia(a cada uma), em pleno palco....Uma disfarçada e irónica forma de humilhar quem "faz pela vida".....LOL!
Uma anunciada "sucinta" retrospectiva em vídeo de toda a minha carreira era projectada no écran do Cinema Paraíso(ao Camões), em pleno centro de Lisboa, mas que afinal durava cerca de 1 hora e 30 minutos...lol.
Uma dança erótica com uma suposta Bailarina de "Tutu" com um pénis implantado no calcanhar direito, desempenhava as mais variadas formas de o introduzir em tudo o que eram buracos sexualmente possíveis, em posições previamente coreografadas e ensaiadas, sempre em estilo de "dança clássica"...lol.
Seguia-se um discurso (comigo vestido de Padre), muitísimo contundente e de revolta para com toda a sociedade, incluindo Artistas, Companhias, Actores, Produtores, Ministério da Cultura, preconceitos, formas de luta e de justiça moral e social e toda uma revolta que incomodou seriamente muita gente presente. Este sentimento ia sendo amenizado devido apenas à projecção simultânea de imagens de fotografias em "slides", com "Foto-Montagens" de imagens Porno digitalizadas das famosas revistas dos anos 70, tais como o "Fanzine" de iniciação à masturbação, dos que nasceram entre 1960 e 1990: A Revista colorida e legendada: "Gina", com a minha cara no lugar dos intervenientes nos diversos actos sexuais, o que conferia uma atmosfera bizarra, não só ao discurso como às próprias imagens, que se transformavam no único escape possível para uma falsa calma da parte da assistência, visivelmente incomodada pelo dito discurso.
Foram 4 horas históricas(nada cansativas), proporcionadas por um modesto apoio, imagine-se, da Fundação Calouste Gulbenkian(Serviço de Belas-Artes), dirigido aos Encenadores da nova geração(eu, imagine-se, após mais de quase 20 anos de carreira, já na altura....ridículo, digo eu...).
Realço o poder de marketing e o esforço por mim desenvolvido, não só no fabrico e aplicação nas ruas de Lisboa do Cartaz (criado e imaginado por mim e realizado pelo magistral ilustrador Jorge Mateus), bem como pela força criada em torno do evento que mobilizou à minha volta, de forma totalmente gratuita, o trabalho fantástico da minha futura esposa: Maria João Barbosa, do Porteiro do Lux da altura, Miguel Ângelo, do Barista Zé Chagas, do Videasta "Arara", do Luminotécnico Luis Cruz, da Cantora e performer Marga Munguambe, da excepcional produtora e Assistente Mariana Escudeiro, dos Realizadores, meus amigos e colaboradores de sempre, Edgar Pêra, João Pinto e Laurent Simões, na sua disponibilização de imagens vídeo, bem assim como dos exploradores do CINEMA PARAÍSO: Henrique Espírito Santo e Alexandre, sócios da produtora, distribuidora e exibidora: "VISÃO FILMES", e de toda uma enormíssima e vasta equipa que integraram o meu mais ambicioso e secreto projecto de Espectáculo/Happening/Performance de sempre da minha COMPANHIA DE TEATRO ANATÓMICO, e que teve o impacto tal qual eu previa e imaginava e de que muita gente duvidou ir resultar, incluindo o meu, na altura Patrão: O Exmo. Sr. Manuel Reis...que nem se dignou a estar presente...
É evidente que o sexo, por si só, apela às almas e aos instintos mais primitivos...isso é tão óbvio, que me decidi, de forma completamente crente e profunda, dar-lhe um cunho cómico, sardónico e completamente irónico.
Penso que a minha escolha de ter sido realizado apenas um único dia de Espectáculo(confesso), me causou alguma "mágoa" e uma certa "tristeza", mas senti que tinha de ser assim, para que eu, de dentro de um caixão, vestido de fato completo e gravata e coberto por um lençol branco e com 3 "Xanax" de 1 mg no "bucho", proporcionasse ao evento um enormíssimo impacto e o efeito e a curiosidade nas pessoas que conseguiram interessar-se em ir ver (era só por convite e totalmente gratuito), e eu assim conseguisse transmitir a essas pessoas em geral, e a muitas em particular, toda a minha revolta que sentia na altura(por diversas, confesso, frustrações artísticas, tais como a inveja e a ignorância a que me votaram durante tantos e tantos anos, especialmente a comunidade Teatral...)
É lógico que houve mais de 30 patroçínios, a ajuda de dezenas de pessoas e de Instituições e é claro, uma impecável passadeira vermelha colocada à entrada, no passeio da Rua do Loreto ao Camões, bem assim como um belo projector de Luz bem potente colocado no prédio em frente, a iluminar a modesta e discreta entrada do então velho e decadente: CINEMA PARAÍSO", entretanto agora modernizado e "limpo"..ahahah...
Dos cerca de 320 lugares sentados, calculo que estariam presentes cerca de 650 pessoas, fora as que no Hall de entrada participavam nesse magnífico "COCK-TALE", comendo e bebendo alegremente, e apinhando-se em maciços magotes de "curiosos", tentando espreitar alguns momentos do evento...(e, espante-se, alguns fotógrafos conseguiram inclusivamente apanhar o único "frame" em que estava totalmente nú, prestes a vestir o meu roupão "post-strip").
Para relembrar a todos esse histórico dia da minha despedida do mundo da representação como Actor de "Teatro Coreográfico", que sempre fui, e que introduzi em 1991 em Portugal(Encontros Acarte 1991 da Fundação Calouste Gulbenkian, representando Portugal nesse evento com um bombástico Espectáculo intitulado:"O POVO DAS CHUVAS ÁCIDAS", com interpretação minha e de João Reis e com Música original interpretada ao vivo pelo magistral compositor e violinista, Carlos Zingaro), aqui fica a memória desse "COCK-TALE-CRÓNICAS DE UM ACTOR DE 1.º ESCALÃO", através do ainda e raro empolgante Cartaz, que certamente ficará na história do design gráfico teatral! Uma noite inesquecível, para mim e para quem viu e mais ainda, para meu gáudio, para quem não viu!!!!!!! Isso conta ainda mais no meu "ego"...(passe toda a imodéstia deste relato), muito embora deva confessar que este é baseado muito mais na visão dos relatos dos "imparciais"e variadíssimos espectadores(amigos, conhecidos e simples comentadores), do que nas minhas turvas memórias, humedecidas pela alegria e tristeza, já a prenunciar a minha futura doença, que descobriria numa consulta de rotina, a Doença Bipolar, de que sempre padeci, mas sem o saber, e que ao passar a ser medicado diariamente, me retirou muitas das minhas capacidades de controlar o meu talento, a minha adrenalina e, sobretudo, a minha criatividade e poder de iniciativa...
Esta é a primeira vez que assumo publicamente de que padeco desta doença, embora seja(felizmente), apenas de um grau muito mínimo e facilmente controlável, tanto pela medicação, como pela minha lenta mas definitiva assunção do padecimento da mesma, que me custou (pelo menos), uns 2 anos e um divórcio, para enraizar e assumir interiormente. Sei que muitos artistas e outras pessoas também padecem da doença Bipolar, mas sem o saberem, mas digo-vos que foi graças a ela que alcançei patamares de qualidade, empenho e entusiasmo ao mais alto nível profissional(teatro/dança/cinema, etc.), sempre extremamente contagiantes e mobilizadores para os colectivos com quem ia sempre trabalhando...
Não quero que tenham pena de mim, mas apenas que respeitem as limitações e as fragilidades de quem às vezes, quer, e não pode...
P.S. Na sequência da minha investigação ao "Baffon" da Pornografia Lisboeta, filmei-me com câmara oculta a ir às "Putas", e tais imagens têm um valor inestimável e único. Não digo mais nada...
Muito Obrigado a V. Exas,
Duarte Barrilaro Ruas

terça-feira, agosto 15, 2006

UM BELO CARTAZ COLADO NA MINHA CAIXA DO CORREIO PARA O MEU EXMO. SR. CARTEIRO

(Que devido ao alcoolismo tem 23 tipos
de cor vermelha no seu pescoço)
Exmo. Sr. Carteiro,

É FAVOR DEIXAR NA LOJA DOS QUEIJOS E PRESUNTOS DO SR. ZÉ DOS QUEIJOS
(AQUI POR BAIXO), O CORREIO QUE NÃO COUBER NA CAIXA DO MEU 1.º ANDAR.
MUITO OBRIGADO E BEM HAJA!
P.S. Se sou eu que lhe abro a porta todos os dias, porque é que em vez de me entregar as encomendas directamente, me deixa um postal dentro da caixa....???? E já agora toda a correspondência que não me for dirigida, faça o amável favor de a devolver ao Posto dos CTT onde trabalha, e aproveito para lhe comunicar que não sou o Administrador do Prédio, por isso, não me coloque a conta da EDP na minha caixa do Correio, bem assim como a conta da renda mensal do meu vizinho, o Exmo. e amável Sr. Zé dos Queijos!
Muito Obrigado!
Duarte Barrilaro Ruas

sexta-feira, agosto 11, 2006

UM PEQUENO PORMENOR DE DUARTE BARRILARO RUAS

Sim! Sim! É mesmo verdade! Eu consigo (mesmo a uma distãncia de a partir dos 15 metros), saber quando é que uma mulher está com o período! E não é pelo cheiro!
É mesmo uma capacidade única de saber observar (em menos de 3 segundos) se está ou não na menstruação...e isto penso eu, deve-se à minha vasta experiência de "quecas falhadas" ao longo da vida....e isto apesar das mais de 500 mulheres diferentes que, seguramente, revindico para mim (e se calhar para os outros também), mas isso de partilhas deixo para outra oportunidade...Este original "DOM" nos homens, é-me seguramente dado não por Deus, mas pelo ser carnal que sou, enquanto ser ateu e enquanto suficientemente são e senhor da minha sanidade mental e possuidor das minhas mais originais faculdades de observação na sua melhor forma, ou seja: SEMPRE!
Riam-se ou chorem, mas isto de compreender as coisas das mulheres só de relance, quase merecia um "workshop", apenas aberto a homens capazes de levantar cadeiras e toalhas de banho com o pénis...e fico-me por aqui... in: Capítulo-SEXO-HISTÓRIAS INSÓLITAS DE DUARTE BARRILARO RUAS - "SOU TÃO NOVO MAS JÁ VIVI TANTO"